laroyê esù
oii oi oiii! muito prazer, eu sou ayá cavalcanti e vou contar mais pra você sobre a minha trajetória.
vim ao mundo no dia 24 de maio de 1989,  nasci y fui criado na periferia da zona sul e zona norte de são paulo. desde pequeno vivi por 8 anos com seus avós que foram a base de um amor familiar. aprendi desde cedo também o amor pela música que foi marcada pelas inúmeras vezes em que meu avô, seu agamenon, ensaiava na varanda. 
minha avó, dona zezé, era da costura e nessa mistura, presenciava toda a magia de desenhar roupas, bordar, colocar a linha na agulha, brincar com panos coloridos e diversos botões. a arte já morava ali naquela casa grande que um dia, foi construída e ocupada por 14 pessoas (filhos dos meus avós). 

meu primeiro contato a fotografia, foi  através da câmera de meu genitor que era amante dessa arte. a câmera analógica que tinha como objetivo documentar a minha infância, despertou em mim a curiosidade pela fotografia e quando inevitável, era foto do chão, da parede, das plantas, das roupas e tudo que aquele universo pequenino alcançava.

quando eu tinha 8 anos fui morar com minha genitora, que infelizmente, era dependente química. sofri um bucado da vida com violências físicas, n suportei e fugi de casa. aos 13 anos perdi o acesso aos estudos e a família. aos 14 anos fui mãe pela primeira vez. nasceu pâmela e com o seu nascimento, tive que aprender a viver a vida diferente. aos 15 comecei a trabalhar em gráficas, fazia todos os tipos de acabamentos manuais de artes impressas. aos 20 tive meu segundo filho, theo. quando theo nasceu eu comprei uma câmera cyberchot, para fotografar a infância das crias e fotografava tudo, todas as reuniões de família. aos 23, meu caçulinha davi.
em 2012, conheci uma grande amiga que se chama juliana, na época ela era estudante de fotografia no senac. fiquei maluco em entender que a fotografia poderia ser uma profissão e sem hesitar, vendi meu carro (um uno azul 1996) e peguei o dinheiro e comprei minha primeira câmera. ela era uma nikon, vermelha e assim, comecei a acompanhar minha amiga nos eventos que ela cobria, enquanto eu ia aprendendo a mexer em todas aquelas funções assustadoras de uma câmera profissional digital.
o ano era de 2015, quando montei meu primeiro escritório e decidi que iria seguir no mercado de casamentos. já que tinha feito tantos e tantos freelas e me sentia preparado para tamanha responsabilidade. em 2018, comecei a me conectar com a fotografia analógica de volta e também com a fotografia documental até nos dias de hoje pelo memória para meu povo.
em 2020/2021, eu e meu filho theo começamos a entender a transição de gênero mas foi em um café da manhã que nos acolhemos. desde então, comecei a me perguntar, como eu poderia criar memórias para que ele pudesse se reconhecer no futuro? como eu poderia contribuir para construir lugares seguros e de acolhimento pra ele?
foi então que nasceu transcentrar, em 2022. sempre acreditei no poder da fotografia como ferramenta de transformação social e, por ter vivências transcentradas, senti que poderia usar meu trabalho para apoiar o fortalecimento das narrativas de pessoas trans, que são muitas vezes marginalizadas ou invisibilizadas. com o grande desejo de mostrar as nossas belezas y trazer mais visibilidade para a nossa comunidade, 
construir espaços igualitários, com mais respeito e igualdade para que ele e tantas outras pessoas tenham essas memórias vivas no futuro.
estou atualmente vivo, mais do que nunca. cuidando sempre das minhas crias, espiritualidade, saúde, especialmente mental. fotografando de forma documental e autoral, explorando outras artes visuais como bordados, pinturas, desenhos, colagens y escritas. construindo narrativas sobre memórias afetivas, memórias ancestrais, espiritualidade, questões de gênero, direitos humanos y problemáticas ambientais urbanas.





publicações;

2024 —  A LAGOA S AZUL Autopublicação — Zine com fotografias documentais analógicas do estado de Alagoas - BR.


2025 — Autopublicação — Zine com fotografias documentais analógicas y digitais da reconstrução das minhas memórias de infância.

2025 MÃE — Autopublicação — Zine com fotografias documentais da história de minha mãe, Dandá Costa.

exposições;

2024  CASA BROTA: A RESIDENCIA Curadoria e Edições — Para Teka Sampaio
Morro do Alemão - RJ.

2025   Travesty também ama — IV EXPOSIÇÃO ESTÉTICA DO INVISÍVEL —  Museo Futuro - Museo da Arte do Rio - Centro de Artes da Maré e Galpão Bela Maré - Piscinão de Ramos - Instituto Arteiros. Rio de Janeiro - RJ

feiras;

2024 - A LAGOA S AZUL — Fotolivro, autopublicação — FESTIVAL IMAGINÁRIA  — FEIRA MIOLOS  TIJUANA > RIO/24
2025 - A LAGOA S AZUL, MINHA HERANÇA y MÃE — Fotolivro, autopublicação —  2 Festival Aquenda






membro em;
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